Pessoas
Inês de Castro
«A que depois de morta foi rainha» — o mais trágico amor da história de Portugal.
Inês de Castro (c. 1325–1355) é a heroína do mais célebre amor trágico português. Dama galega ao serviço da corte, foi amada em segredo pelo herdeiro do trono — e a sua morte por razões de Estado transformou-a em lenda.
O amor proibido
O Infante D. Pedro, casado por conveniência, apaixonou-se por Inês. A ligação, vista como ameaça política pela aproximação à nobreza castelhana, foi combatida pela corte. Por fim, o rei D. Afonso IV mandou matá-la, em Coimbra, à beira da Fonte dos Amores.
A vingança e a coroa
Quando subiu ao trono, Pedro I perseguiu os algozes e — diz a tradição — mandou exumar Inês, coroá-la rainha e obrigar a corte a beijar-lhe a mão. Mandou-a sepultar no Mosteiro de Alcobaça, num túmulo defronte do seu, para que ao ressuscitarem se vissem primeiro um ao outro.
Porque importa
Camões imortalizou-a n'Os Lusíadas — "Tu, só tu, puro Amor" —, e o seu mito atravessou a Europa em peças e óperas. Inês é o símbolo do amor que vence a morte, gravado no coração da memória portugueza.