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Amadeo de Souza-Cardoso

O pioneiro da pintura moderna em Portugal — vanguardista de génio, morto jovem.

Amadeo de Souza-Cardoso (1887–1918) foi o primeiro grande pintor moderno português. Em Paris, no fervilhar das vanguardas, criou uma obra de fulgor único — e morreu cedo demais para a ver reconhecida.

No coração da vanguarda

Mudou-se para Paris ainda jovem e tornou-se amigo de Modigliani e de outros nomes maiores da arte do seu tempo. Absorveu o cubismo e o futurismo, mas fundiu-os numa linguagem própria, vibrante de cor e de movimento.

Génio interrompido

Regressado a Portugal com a guerra, continuou a pintar no isolamento do Norte. Morreu aos 30 anos, vítima da pneumónica — a gripe que então assolava o mundo. Deixou uma obra breve e deslumbrante, hoje das mais valiosas da arte portuguesa.

Porque importa

Amadeo abriu Portugal à modernidade artística, antes de Vieira da Silva e dos que viriam. É a prova de que, mesmo na periferia, podia nascer um génio à altura da vanguarda mundial.